Mesmo que exista uma certa rixa entre arquitetos e engenheiros civis, a verdade é que essas duas profissões se complementam, e ambas são importantes em uma obra. Muitas são as áreas de atuação em que o arquiteto e o engenheiro podem trabalhar em equipe, mas podemos destacar entre elas a construção civil.

O arquiteto planeja a utilização de um espaço de forma racional, dando ênfase a questões ligadas à estética. Já o engenheiro civil busca soluções técnicas para a implantação do projeto do arquiteto. Assim sendo, de um modo geral, o arquiteto elabora a planta com a distribuição dos espaços internos na construção, do entorno e da fachada. Já o engenheiro dimensiona as vigas e colunas, calcula a distribuição de cargas e projeta as instalações hidráulicas.

A própria graduação de ambas as profissões possui grades curriculares bem diferentes. A formação em arquitetura envolve cálculos (não tão aprofundados quanto na engenharia civil), além de disciplinas relacionadas ao conforto, iluminação, paisagismo e História da Arte. Em Engenharia Civil, por sua vez, os alunos contam com formação sólida em matemática e física.

É verdade que o trabalho do engenheiro e do arquiteto se cruzam muitas vezes, mas existem também áreas de atuações específicas de cada uma dessas profissões em que elas se distanciam.


Os arquitetos que desejam se afastar do vínculo com a engenharia podem, por exemplo, atuar em reconstruções, comunicação visual em espaços públicos e privados e estudos urbanísticos, paisagismo, design de objetos e móveis ou design de interiores. Os engenheiros civis, por sua vez, podem atuar em construção de pontes, viadutos e estradas e análise e planejamento dos transportes da cidade, atribuições para as quais o arquiteto não tem formação.

A legislação obriga o acompanhamento profissional de qualquer obra civil durante sua construção, e ambos os profissionais podem se responsabilizar por esta atividade.


Fontes de conteúdo: Gazeta do Povo, Guia do Estudante

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